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27|03 :: Desempenho do Setor Eletroeletrônico 2013/14
 
     
  Dados Atualizados em Março de 2015
O faturamento da Indústria Eletroeletrônica recuou 1,9% no ano de 2014, na comparação com 2013, atingindo o montante de R$ 153,8 bilhões. Descontando a inflação do setor (5,7%), o faturamento apresentou queda real de 7,1%.
Atesta o baixo nível de atividade do setor a queda de 5% da produção calculada pelo IBGE (agregação ABINEE), vis a vis ao ano de 2013, como, também, o desempenho do nível de emprego, cuja redução foi de 3,8 mil de trabalhadores. Com o resultado, o total de empregados no setor caiu de 177,9 mil, em dezembro de 2013, para 174,1 mil funcionários em dezembro de 2014.
Foram responsáveis pela queda do faturamento, as áreas de Informática, (-20%), GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – (-3%) e Componentes Elétricos e Eletrônicos (-3%).
Quanto ao setor de Informática, está ocorrendo uma mudança estrutural no mercado em função dos tablets. Este novo produto vem ganhando participação nos negócios em detrimento, principalmente, dos notebooks.
Conforme dados da IDC, a participação dos tablets nas vendas dos computadores pessoais passou de 17% em 2012, para 48% no ano de 2014.
Especificamente em 2014, houve significativo aumento de vendas de tablets com preços de menor valor em relação aos comercializados no ano passado. Assim, além da queda física de 11% nas vendas de computadores mais tablets, ocorreu também, retração dos preços médios dos produtos vendidos.
Por sua vez, a queda de faturamento da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica foi influenciada pelos baixos investimentos das concessionárias de Distribuição, fruto da política tarifária estabelecida para o sistema elétrico brasileiro, que descapitalizou essas empresas.
No caso de Componentes Elétricos e Eletrônicos, a queda ocorreu em função da retração de importantes mercados, como o automotivo e o de bens de consumo elétricos e eletrônicos.
Por outro lado, os faturamentos das áreas de Telecomunicações, Equipamentos Industriais e Automação Industrial apontaram incrementos.
Nas Telecomunicações, as vendas de telefones celulares garantiram o crescimento da área. O mercado desses bens aumentou 7%, passando de 65,6 mil aparelhos em 2013 para 70,3 mil unidades em 2014. No mesmo período, as vendas de smartphones passaram de 35,2 mil unidades para 54,6 mil, representando 78% do mercado. O acréscimo das vendas dos celulares inteligentes, cujo valor unitário supera significativamente o dos aparelhos tradicionais, implicou em crescimento do faturamento em 34%. No entanto, não tiveram o mesmo desempenho os negócios da área de equipamentos para infraestrutura de telecomunicações, cujo faturamento caiu 3% em 2014 comparado com 2013.
Tanto o crescimento do faturamento da área de Automação Industrial como Equipamentos Industriais ocorreu devido às encomendas recebidas no final de 2013 e faturadas no transcorrer de 2014. Estes segmentos dependem de investimentos na infraestrutura produtiva que foram bastante retraídos em 2014, por conta das incertezas quanto à política econômica do país.
Estes dois setores da Indústria Eletroeletrônica, também se ressentiram da falta de investimentos específicos de importantes setores industriais como Siderurgia, Química, Petroquímica, Petróleo e Gás, Mineração, Açúcar e Álcool, Papel e Celulose.
Especificamente quanto ao setor de Material Elétrico de Instalação, o incremento foi de apenas 2%, refletindo o desempenho do seu principal mercado, o da Construção Civil, que também não teve uma boa performance durante o ano de 2014.
Estes indicadores pouco animadores tiveram como principais motivos a realização da Copa do Mundo de Futebol, que reduziu o número dos dias úteis para os negócios nos meses de junho e julho de 2014 e a deterioração do quadro econômico do País. Agravou o ambiente do mercado, no 2º semestre, as eleições, dada a expectativa das novas políticas que seriam defendidas e implementadas pelos candidatos.
A situação só não foi pior, em função de algumas medidas do Governo que melhoraram a competitividade da indústria como a desoneração da folha de pagamento, o Reintegra em 3%, que reduziu o preço da exportação a título de compensação dos custos tributários embutidos nos produtos fabricados no Brasil. Também foi importante para alguns setores a desvalorização cambial da ordem de 8% no ano passado, a inclusão dos smartphones na Lei do Bem, e a política de investimentos do BNDES, que ofereceu recursos com taxas de juros competitivas internacionalmente.
A desvalorização cambial no ano de 2014 não foi suficiente para alavancar as exportações do setor. No total do ano, estes negócios caíram para US$ 6,6 bilhões, 9% abaixo das registradas no ano de 2013 (US$ 7,2 bilhões).
A causa desta queda, além do chamado Custo Brasil, que continua aniquilando a competitividade do setor industrial, foi a retração das aquisições da América Latina. Em 2014, as exportações para os países desse bloco econômico somaram US$ 3,1 bilhões, 17% abaixo das realizadas em 2013.
Deve-se considerar, por outro lado, o crescimento das exportações para importantes mercados como Estados Unidos (+1,5%) e Ásia (+14,7%), que, em 2014, representaram 29% das exportações do setor. Só o mercado asiático correspondeu a 11%.
Por sua vez, as importações de produtos elétricos e eletrônicos caíram 6%, em 2014, na comparação com 2013, passando de US$ 43,6 bilhões para US$ 41,2 bilhões, mais uma evidência da queda do mercado brasileiro.
Observou-se que as importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos recuaram 3% em relação ao ano anterior, apesar do crescimento de 3% nas importações de componentes para telecomunicações.
As importações dos produtos das demais áreas ficaram abaixo das registradas em 2013 em percentuais que variaram de -0,8%, para os equipamentos de Telecomunicações, a -24,5%, para equipamentos de GTD.
As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos representaram 58% das compras externas, sendo que os países da Ásia ficaram com a fatia de 77% do total.
Com estes resultados, o déficit da balança comercial dos produtos eletroeletrônicos, em 2014, atingiu US$ 34,6 bilhões, 5% abaixo do déficit do ano anterior (US$ 36,4 bilhões).
Os investimentos em ativo fixo da indústria eletroeletrônica caíram 8% em 2014, reduzindo de US$ 4,2 bilhões, em 2013, para US$ 3,8 bilhões. Essas inversões corresponderam a 2,7% e 2,5% do faturamento da indústria, respectivamente.
Perspectivas para 2015
Para o ano de 2015 não é esperado crescimento significativo para o setor devido às medidas de correção da economia do País.
Desta forma, o setor não projeta aumentos significativos nos negócios. O faturamento da indústria eletroeletrônica deverá apresentar crescimento nominal de cerca 3% em relação a 2014.
Os crescimentos de faturamento para 2015 de todas as áreas são bastante modestos, tanto para os produtos de consumo, como telefones celulares e bens de informática, como dos setores ligados a investimentos produtivos.
As importações do setor em 2015 deverão recuar 2%, atingindo US$ 40,4 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno.
Por sua vez, as exportações também deverão ficar 2% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,5 bilhões. Assim, a projeção para 2015 é de que o déficit do setor alcance US$ 33,9 bilhões, 2% inferior ao atingido em 2014.
Os investimentos do setor em 2015 ficarão no mesmo nível de 2014, assim como o número de empregados que deverá permanecer em 174 mil.


Fonte: http://www.abinee.org.br/abinee/decon/decon15.htm





 
 
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